Boa tarde amigos!!!
Há uma série argentina que estreou esta semana na Netflix, “Meus Tristes Mortos”. A produção explora a complexidade de Ema, uma médica que consegue ver e ouvir espíritos.
É possível relacionar a minissérie aos estudos e às obras que estamos utilizando como base para nosso aprendizado, pois ela traz um campo rico de vivências e situações que nos convidam a refletir sobre diferentes aspectos da realidade espiritual:
Determinadas experiências podem permanecer fortemente registradas no campo mental do Espírito, por meio da fixação mental, do sofrimento decorrente de traumas e da dificuldade de se desprender de determinadas experiências.
Ema se propõe a escutar os espíritos, buscando compreender sua situação e oferecer orientação e acolhimento. É possível perceber, na protagonista, a carência de um entendimento mais profundo das bases espirituais; entretanto, isso não a impede de buscar ajudar aqueles que se apresentam a ela.
Há cenas em que podemos observar situações relacionadas ao vampirismo, à obsessão, à sintonia e à influência espiritual sobre comportamentos, inclusive envolvendo a sexualidade. A partir disso, surge um questionamento importante: até que ponto nossas necessidades, pensamentos e emoções podem estabelecer sintonia com determinadas companhias espirituais?
Ao observarmos a negligência familiar, podemos relacioná-la aos nossos estudos sobre responsabilidade e escolhas. Somos responsáveis por nossas escolhas, que são construções diárias e se relacionam também com o processo de aprendizado que se estende ao longo das encarnações. Diante disso, podemos refletir: o que acontece quando as pessoas que deveriam constituir nossa rede de proteção deixam de exercer esse papel?
A série nos apresenta uma história em três níveis interligados: o Espírito, as pessoas e as relações. Esses três elementos se influenciam mutuamente e nos permitem refletir sobre a responsabilidade individual, os vínculos que estabelecemos e as consequências de nossas escolhas.
Para mim, a riqueza da série está justamente na possibilidade de observar essas relações e questionamentos à luz dos conhecimentos que estamos estudando, sem deixar de considerar que se trata de uma obra de ficção e, portanto, de uma representação artística dos fenômenos espirituais.
Mais do que buscar respostas prontas, a série pode nos estimular a formular perguntas e aprofundar nosso estudo sobre a influência espiritual, a responsabilidade individual, os vínculos afetivos e o processo contínuo de aprendizado e transformação do Espírito.